07 set 1

Quem conta um conto, recria um monstro: Confira as novidades da 12ª edição da Hora do Horror no Hopi Hari

O VamosNessa foi conferir, neste mês de agosto, o lançamento da 12ª edição da Hora do Horro no Hopi Hari, com o título Era uma vez – Histórias para você não dormir. Durante a coletiva de imprensa e visita ao parque, pudemos conferir as novidades do Hopi Hari nos últimos anos, e também os detalhes dessa edição do evento mais macabro do Brasil.

A diretora geral de Marketing, Cristina Tuna, iniciou a coletiva. “A Hora do Horror é onde colocamos nossa maior energia”, afirmou Cristina. O Halloween, nos Estados Unidos, é muito forte. É uma celebração cheia de energia, que vem do grito, do susto, mas de uma maneira divertida, e foi a inspiração para a criação do evento.

A Hora do Horror é um evento cheio de atrações. O público alvo é de crianças e adolescentes, durante a semana, e um público mais familiar nos finais de semana.

Grandes Eventos

Antes da coletiva entrar em detalhes sobre a edição de 2013, Cristina Tuna comentou também de outros grandes eventos que ocorreram entre 2012 e 2013, como a abertura das duas novas áreas do parque, em parceria com a Warner Bros.: A área dos Looney Tunes (em 2012), voltado para o público infantil, e a área da Liga da Justiça (em janeiro de 2013), voltada para os jovens e também os adultos.

Além disso, o Hopi Hari abriu espaço para outras parcerias com grandes eventos do mercado de entretenimento. Foram citados dois exemplos dessa nova vertente de eventos no parque. O primeiro foi a realização da edição de aniversário da Kabalah, uma grande festa de música eletrônica voltada para o público jovem (que, se tudo der certo, deve voltar com muito mais força em 2014). O sucesso foi tão grande que todos os ingressos estavam esgotados 15 dias antes da realização do evento. O segundo exemplo foi o Country in Park, um grande evento de música sertaneja, voltado para adolescentes e famílias, que também fez muito sucesso.

Segundo Cristina Tuna, a ideia é continuar abrindo esse espaço, em 2014, para usufruto do parque por outras comunidades e gêneros. O que podemos esperar disso? Com certeza veremos novos eventos, com propostas e públicos diferentes, o que com certeza irá aumentar o público do parque e também comprovar a versatilidade do espaço que o país mais divertido do mundo pode oferecer.

Dissecando a Hora do Horror

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Logo em seguida, Marcos Zambeli, diretor de Conteúdo e Criação do parque, tomou a palavra para mostrar a essência da Hora do Horror. Com certeza, esse é um evento muito forte, tanto em relação aos eventos do parque, quanto em relação aos eventos realizados no Brasil (principalmente no gênero de terror). O ingrediente chave para o seu sucesso é o medo real, um sentimento intrigante, instigante e que desperta não só a curiosidade das pessoas, mas também uma experiência completamente diferente do que é comum no restante das atrações do parque, onde a diversão é ponto chave.

Outro detalhe que faz o sucesso da Hora do Horror é, por exemplo, o fato de ser um espetáculo imersivo que utiliza o storytelling com maestria. Desde suas atrações temáticas, especialmente desenvolvidas para o evento, passando pelos Dark Rides (atrações já existentes no parque, que são transformadas durante o evento), e finalizando com as performances de rua e com o grande espetáculo de abertura e encerramento (regado a muita música eletrônica), tudo, absolutamente tudo, gira em torno de um grande enredo, uma história criada para o evento. E é claro, a participação do público dentro desse espetáculo é fundamental.

Era uma vez

O tema deste ano foi escolhido depois de uma constante pesquisa para saber quais eram os temas que o público mais gostaria de ver no evento. O tema “Contos de Fadas” era uma sugestão que sempre estava presente a cada ano. Estudando de uma maneira mais profunda a temática, ficou claro que era uma abordagem muito interessante. Em primeiro lugar, porque os contos fazem parte do imaginário infantil das pessoas. Todo mundo já foi criança um dia e já escutou algum conto, provavelmente como uma história para dormir. E existem grandes personagens e ícones muito fortes que marcam esse imaginário e acompanham as pessoas por toda a vida. Quem não conhece personagens como Chapéuzinho Vermelho, Branca de Neve, Lobo Mau, as fadas Madrinhas, ou os Três Porquinhos? Então, porque não pegar esses ícones e personagens, aproveitar-se desse imaginário infantil, e corromper esse mundo encantado de uma maneira que traga o horror de uma forma provocativa e desafiadora?

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Além disso, a escolha do tema foi feita de maneira inteligente, do ponto de vista mercadológico: o mundo do entretenimento está passando por uma fase de redescoberta dos contos de fadas. Acompanhamos nos últimos anos, por exemplo, grandes produções cinematográficas baseadas em contos reimaginados, como A Garota da Capa Vermelha (2011), Branca de Neve e o Caçador (2012) e João e Maria: Caçadores de Bruxas (2013). Além do cinema, grandes emissoras de TV também investiram pesado em seriados originais inspiradas em contos. Temos por exemplo, a série Once Upon a Time (do canal ABC), que apresenta um mundo onde vários personagens de histórias famosas convivem em um mesmo mundo. E temos também a série Grimm (do canal NBC), que pega os grandes autores dos contos originais, os Irmãos Grimm, e os transformam em uma linhagem de indivíduos que têm o poder de enxergar um mundo além do que as pessoas normais conseguem, cheio de criaturas mágicas (algumas boas, outras muito más). Talvez seja o mais original entre os seriados atuais e, ao mesmo tempo, parece partilhar da visão distorcida encontrada nessa edição da Hora do Horror: a série tem um clima mais pesado e obscuro (prestando uma homenagem mais fiel à verdadeira natureza dos contos originais dos dois irmãos).

Aliás, o peso dos contos originais dos Irmãos Grimm serviu de inspiração para o desenvolvimento do enredo. Existem diversos tipos de contos, como os de encantamento (com transformações e metamorfoses de personagens, por exemplo), contos de magia, fábulas (como as famosas Fábulas de Esopo, onde todos os personagens eram animais) e lendas, entre outros.

Contanto um conto

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Era uma vez uma inocente e curiosa garota que encontrou um empoeirado e misterioso livro. O que a pobre garota não sabia é que na verdade, aquele era um livro amaldiçoado. A garotinha então, deixando sua curiosidade falar mais alto, abriu o intrigante livro e acabou libertando inúmeros monstros e criaturas que se abrigavam nos mais obscuros cantos de antigos contos. Os monstros, então, enfeitiçaram a garotinha e a colocaram no lugar do grande mestre das criaturas, que estava aprisionado no livro por muito tempo. Assim, as criaturas e seu mestre se libertaram e a garotinha ficou aprisionada. E viveram terríveis para sempre.

Esse conto de terror é a premissa não só para o show de abertura do evento, como também para as suas atrações. Este ano, a Hora do Horror trouxe para seus visitantes o Castelo de Contos, onde em cada canto obscuro, abriga-se uma terrível história (como Rapunzel, Branca de Neve, Chapéuzinho Vermelho, entre outros), e a Casa dos Doces, onde a bruxa má prepara, cozinha e se alimenta de inocentes criancinhas. Além dessas atrações exclusivas, também existem os Dark Rides: a Mina del Joe Sacramento transformou-se na Mina dos Anões, que ficaram aprisionados lá e se transformaram em criaturas insanas e terríveis, e a Katakumb, que se transformou em um espaço para as 1001 Noites de Horror, abrigando personagens das arábias corrompidos, como um obscuro Aladim.

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Nas ruas, temos os Caminhos do Horror: um passeio pelo Bosque dos Contos nas ruas de Wild West e os Contos Macabros nos arredores de Mistieri. E podemos dizer que é ali, nas ruas do parque, que podemos ver o que consideramos um dos pontos mais fortes dessa edição: a caracterização dos personagens. Obviamente o tema trouxe inúmeras possibilidades, potencializando a criatividade de quem foi responsável por desenvolver as maquiagens e próteses dos atores que circulam pelas ruas. Algumas ficaram muito interessantes, tanto do ponto de vista estético, quanto do ponto de vista de adequação ao tema: o Coelho de Alice, por exemplo, com uma face realmente assustadora e dentes muito compridos, ou o Porquinho com sua terrível serra elétrica (que realmente deixa muitas pessoas assustadas). Tudo isso demonstra a evolução da caracterização dos personagens, que estão cada vez mais criativas, bem produzidas e, é claro, realmente assustadoras.

Não Perca

Essa edição da Hora do Horror realmente traz muitas atrações e aspectos interessantes. Com cerca de 350 profissionais envolvidos no desenvolvimento destas edição e mais de 100 monstros exclusivamente criados para a ocasião, vale a pena conferir este evento, que já trouxe milhões de espectadores durante seus 11 anos, e que tem como previsão um público de mais de 500 mil pessoas para 2013. Vá e redescubra os contos que você já conhece achou que conhecia.

Serviço

Hora do Horror: “Era Uma Vez – Histórias para você não dormir”

Onde: Hopi Hari – Rodovia dos Bandeirantes, km 72 / Vinhedo – São Paulo

Quando: De 15 de agosto a 31 de outubro, das 11h30 às 20h30. Consulte dias de abertura em www.hopihari.com.br

Preço: R$ 79,00 (antecipado) e R$ 89,00 (bilheteria). Passaporte Passe Livre Hora do Horror por R$ 149,90 ou em quatro vezes de R$ 37,48 no cartão de crédito.

VIP Pass: R$ 79,00 e dá acesso único às atrações da Hora do Horror, além da Giranda Mundi, Rio Bravo, Evolution, Montezum, Simulákron, Vurang, Vulaviking, Dismonti, Cinemotion, Eléktron e Trukes di Pinguim.

Onde comprar passaporte antecipado: Telemarketing (4007-1134), no site www.hopihari.com.br ou nos representantes autorizados em todo o Brasil.

Gratuidade: Visitantes com até 1 metro de altura e adultos a partir de 65 anos.

Transporte: O parque sugere serviço de transporte que parte de diversos pontos da Capital e da Grande São Paulo, de Campinas, Jundiaí, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Baixada Santista, Rio de Janeiro e outros estados. Consulte o site (www.hopihari.com.br) para obter informações sobre pontos de partida, horários e valores.

Pacotes: Há pacotes especiais que incluem hospedagem, transporte (aéreo ou rodoviário) e passaportes Hopi Hari que partem de todos os estados do Brasil. Informações: turismo@hopihari.com.br

Eventos: Faça seu evento em Hopi Hari: eventos@hopihari.com.br

Informações à Imprensa:

Marisol Morão – (11) 3643.2789/ marisol.morao@cdn.com.br

Edgard Carvalho – (11) 3643.2936/ edgard@cdn.com.br

Gavroche Fukuma – (11) 3643.2944/ gavroche@cdn.com.br

Veja mais imagens do evento:

Comentários

  • Eliel Caetano

    O tema é muito legal…porém o evento tem muito que evoluir para ficar bom, ao começar pelo fato de eles não fazerem decoração pelas ruas…e o show de abertura/encerramento do evento está também muito amador.